Marca tatuada

Ícone das estradas brasileiras, o ônibus Flecha Azul surgiu 1963, tinha carroceria Ciferal e chassi Scania e serviu a Viação Cometa por 30 anos, entre as décadas de 60 e 90. Com o design típico dos antigos ônibus norte-americanos, o icônico ônibus entrou para a história brasileira do setor ao conquistar a simpatia dos passageiros pelos detalhes que o diferenciavam dos ônibus rodoviários convencionais, como o característico “degrau” que elevava o salão de passageiros em relação à cabine do motorista e as lendárias poltronas de couro legítimo. Sua robusta estrutura em alumínio encarecia o conjunto à época, mas poupava o motor, os freios e os pneus e permitia uma viagem mais rápida e tranquila. A partir de 1976, o Flecha ganhou para-choque em fibra de vidro e motor intercoolado.

O primeiro Flecha Azul automático foi produzido em 1984,com chassi BR-116 e caixa Scania eletro-automática, importada da Suécia. A última geração do modelo foi produzida em 1999. Assíduo passageiro quando criança, o paulista André Accarini mantém uma lembrança viva dos ônibus Flecha Azul da Cometa: “Em todas as viagens que fazia com o Flecha Azul, quando menino, entre as cidades de São Paulo a Araraquara, eu ia sentado na poltrona atrás do motorista, acompanhando atentamente todas suas manobras e gestos. Os roncos dos motores Scania e os assovios de suas turbinas ainda habitam minha memória. Na minha vida há sempre um Cometa por perto, ainda que longe do campo visual. Algumas pessoas usam imagens religiosas para se fortalecerem. Eu uso símbolos da Cometa, como fotos, objetos, adesivos e até três tatuagens, para lembrar-me de quanto fui feliz nos melhores momentos da vida”.

“Os roncos dos motores Scania e os assovios de suas turbinas ainda habitam minha memória. Na minha vida há sempre um Cometa por perto, ainda que longe do campo visual”,  André Accarini, passageiro da Cometa.

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